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Me Cookies and Milk

Me Cookies and Milk

Uma especie de almoço de Natal

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Sábado passado tive o primeiro convívio com os novos colegas de trabalho. Passei de jantares com 30 pessoas, para um almoço de Reis com 690 pessoas (só da região Norte).

Fiquei arrebatada com a dimensão desta empresa. Não que já não soubesse da sua dimensão, mas dar de caras com aquele mar de gente é a constatação de que somos “mais que as mães” e eu acho que não estava preparada para isso.

Os colegas de departamento estavam pouco (para não dizer nada) interessados em me ajudar a sentir integrada, em fazer alguma coisa para que não me sentisse perdida. Vou para o local do almoço sozinha, depois de me colar ao carro de uma colega. Só assim consegui lá chegar, porque caso contrário ainda hoje andava atrás do restaurante… (nasci com a bússola interna avariada…acontece). Tive dificuldade em arranjar um estacionamento e por isso quando me consegui desenrascar já a minha colega, que me deixou colar atrás dela, tinha entrado para almoçar.

Entrei sozinha, completamente perdida e desorientada. Não via caras conhecidas nem alguém que estivesse disponível para me deixar partilhar mesa. Por milagre encontrei a colega que já falei atrás. Disse-me para me sentar na mesa que tinha outros colegas de departamento, na mesa dela já não havia lugares. Pedi licença para me sentar, e lá me deixaram.

Tentei disfarçar o embaraço e lancei-me que nem um lobo esfomeado à comida. Um colega reclama que comi o último rissol. Sorrio. Ele não. Percebi que estava mesmo a falar a sério e engulo o resto de rissol que tinha na boca a medo. Na verdade, apetecia-me cuspi-lo para cima dele, mas não me pareceu de bom tom.

Depois, entre os intervalos dos pratos, era ver os modelitos a desfilar em frente à mesa dos patrões. Este pessoal gosta mesmo de dar nas vistas, e vale tudo para chamar à atenção … Eu, admito, diverti-me bastante a vê-los andar por ali a laurear a pevide…

Era vê-los a entrar de gravata e ao fim de 2 horas a gravata subia para a testa e os primeiros 3 botões da camisa abriam-se e deixavam aquela penugem do peito apanhar ar fresco…

Elas entravam seguras de saltos altos, lábios pintados, vestidos engomados e cabelos impecavelmente arranjados. Ao fim de 2 horas os saltos davam lugar a umas sabrinas, as meias tinham mais foguetes que a passagem de ano na Madeira e o batom já tinha sido comido juntamente com os rissóis...

Basicamente foi o meu entretimento neste almoço. Não havia convites para ir lá fora apanhar ar nem ninguém que metesse conversa contigo ou que desse margem para meter conversa com eles, por isso, diverti-me a observar…

E pronto, havia tanto para dizer deste almoço, mas fico-me pela constatação de que definitivamente os meus colegas querem lá saber de mim e que o vinho é muito bonito…