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Me Cookies and Milk

Me Cookies and Milk

Primeiras palavras

Andei 9 meses contigo dentro de mim. A portar-me bem ( menos stress, mais descanso). Sou eu que te embalo todas as noites, que te dou de mamar de 2 em 2 horas como exiges. Sou eu que te preparo as sopas, que trato das tuas roupas e que te levo ao médico. .. e tu Martim, quando decides qual a primeira palavra que vais dizer, escolhes ZÉ?!? Escusado será dizer que o teu pai não cabe em si de contente, mas eu merecia um "mamã" antes de qualquer outra palavra :(

O Dinis e os seus quase 4 anos

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O Dinis não pára de falar nos anos dele. Das coisas que quer fazer, das prendas que deseja receber e das pessoas que quer na festa. Foi assistir e participar numa vindima. Gostou e pediu para repetir a experiência. Descobriu que não gosta de uvas e chegou à conclusão, na cabecinha dele, que não gosta de frutos de casca preta. Tem feito mais birras. Anda mais impaciente. Faz-lhe falta o passeio até ao parque ao fim do dia, mas o Martim tem estado doente e não conseguimos ir. Tem exagerado nos doces (culpa nossa que permitimos). Tem colaborado mais de manhã. Levanta-se e não faz tanta fita para o vestirmos. Dá bom dia à Dª Olga do colégio e, de vez em quando, cumprimenta outras pessoas. O Dinis está prestes a fazer 4 anos. Não posso dizer que passou depressa porque sinto a passagem de cada dia da sua vida. Vivo e presencio as suas conquistas, as suas frustrações, medos e alegrias. Sinto cada dia destes últimos quatro anos. Ainda sinto o frio na barriga só de pensar no número de vezes que esteve doente e que provavelmente ainda vai estar. Ainda sinto as borboletas na barriga quando me lembro de o ver caminhar sozinho, pela primeira vez, para a cozinha. Da primeira vez que identificou um desfiladeiro sem nunca lhe termos mostrado um (a mais valia dos desenhos animados  ). A primeira vez que dormiu sem fraldas. A primeira vez que sagrou pelo nariz, que andou de bicicleta ou que nos abraçou de saudade. O Dinis vai fazer quatro anos e só desejo, com todas as minhas forças, que nunca nos falte saúde e compreensão no resto das nossas vidas. Se assim for, tenho a certeza que vamos continuar a ser muito felizes.

1ª "ite" do ano letivo vai para....

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E pronto, já começou a época da "ites". Uma laringite para o Dinis e uma quase bronquiolite para o Martim.

Gabo os rapazes que estão a portar-se bem e, no mesmo dia à noite, o Martim faz febre que não desce nem com medicação e o Dinis tosse que nem um cão esganado (não é um a descrição bonita, mas é o mais parecido à tosse de uma laringite).

E pronto, vou masé estar caladinha porque tá visto que estes rapazes não podem ouvir um elogio... raça dos miúdos pah! 

#Desabafo - Primeiras impressões no trabalho

Não devia escrever sobre isto, eu sei! Não é de bom-tom, é um assunto delicado, bastante íntimo, que evitamos falar e que deixa sempre muita gente ofendida quando se fala sobre o mesmo… Mas caraças, preciso mesmo de desabafar sobre a minha falta de sorte.

Como já tive oportunidade de escrever, tenho um novo trabalho. Um trabalho que me obriga pela primeira vez em 14 anos de experiência profissional (com 2 mudanças de emprego) a começar do zero. Não conheço ninguém, nunca ninguém me viu ou ouviu falar de mim, pelo que todas as palavras que saem da minha boca, todos os meus gestos, roupa, movimentos, olhar, etc, estão a construir a opinião dos meus colegas a meu respeito.

Ora bem, esta semana aguardava pacientemente que a casa de banho das senhoras ficasse livre. Há algum tempo que alguém estava lá dentro. Passados uns bons minutos saiu uma colega de um departamento vizinho ao meu. Quando vou entrar na casa de banho percebo o porquê de tanta demora… A coitada da miúda devia estar com uma virose ou comeu feijoada com grelos e cebolada ao pequeno-almoço.

Estava tão aflita que decidi suster a respiração e entrar naquela casa de banho que mais parecia uma ETAR entupida. Despachei o xixi em breves segundos, lavo as mãos, dou um jeito ao travessão que estava solto no cabelo, abro a porta a correr e… Pumba! dou de caras com uma colega.

Oh caraças – penso eu – ela vai pensar que fui eu que despejei a bílis aqui na casa de banho. Desvio-me para lhe dar passagem e, já de costas, sinto-a a parar a marcha quando se aproxima da entrada da casa de banho. Imagino o que lhe deve ter passado pela cabeça e imagino que tenha sido tema de conversa à hora de almoço…

É caso para dizer: Que falta de sorte, m%r$#!!!!

Jantar com a dura realidade da vida

Hoje, como na maior parte dos dias, o Dinis fez uma fita descomunal para jantar. Comida saudável? Nã, dispenso!

Como sempre, neste assunto não há margem para negociação… comes e calaste!

Mas ele tenta e, tenho de reconhecer, os seus dotes e argumentos para evitar a sopa têm sido cada vez mais criativos.

A maior parte das vezes ignoro as fitas e vou – lhe relembrando calmamente que escusa de dar tanto espectáculo para jantar porque eu é que mando, e as ordens são para abrir a boca, mastigar e engolir. Ponto final parágrafo!

Hoje, depois de ouvir e ver o Dinis, largos minutos, a arranjar desculpas e choradinho para não comer, perdi a calma. Sentei-o à mesa sem mimos e falinhas mansas e, num tom mais sério e audível, expliquei-lhe a sorte que tinha em ter comida na mesa. Ele ignorou-me. Disse-lhe que havia crianças a chorar com fome e não tinham nada para comer… Parou. Olhou para mim e perguntou-me:

- Nem sopa?

- Não Dinis, nem sopa – respondi-lhe

Podia ter parado por aí. Ele já estava sentado à mesa e mais calmo. Mas acrescentei.

- Sabes, algumas dessas crianças morrem à fome. E tu, nem valor dás à comida que te pomos todos os dias à mesa.

Olhou para mim de olhos arregalados. Estava assustado. Muito assustado.

Percebi que tinha percebido a mensagem. Mas ficou claramente assustado.

Momentaneamente arrependi-me de lhe ter revelado uma realidade tão presente e próxima deste mundo. Mas os nervos roubaram-me as palavras.

Talvez ainda seja muito pequenino para ter noção do como é dura esta realidade. Talvez deve-se tê-lo poupado a esta imagem de crianças a morrer à fome. Mas esta realidade existe e consciente ou inconscientemente ele compreendeu-a.

Conversar nocturnas

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Hoje, conversava com uma colega de trabalho sobre o deixar ou não os filhos com outras pessoas para que pudéssemos ter uns momentos só nossos… sem babas, ranhos e birras. Ambas temos a mesma opinião: isto de assistir ao crescimento dos nossos filhos é tão bom que não prescindimos de estar sempre na primeira fila a assistir a tudo. Dizia uma colega, que ainda não tem filhos, que fazíamos mal, que temos de nos desprender dos miúdos, que temos de os habituar a outras “saias que não as nossas”, etc, etc. Ela tem razão, mas depois penso nas coisas extraordinárias que vivencio com eles, e não me apetece outra coisa.

Por exemplo:

Hoje o Dinis insistiu que o fosse deitar (costuma ser o pai). Enquanto se aconchegava na cama à espera que o sono chegasse, relatava-me algumas coisas que o tinham marcado ao longo do dia…

- Mãe, o meu novo amigo do colégio não partilhou o carro vermelho. Eu partilho os meus brinquedos e ele não partilha nada comigo.

- Mãe, estive a pensar e gostava de ter um carro de corrida nos anos. Um carro amarelo. Não. Prefiro verde. Afinal não. Prefiro um vermelho… silêncio. Oh mãe dá para ter 3 carros? Um amarelo, um vermelho e outro verde?”

- Mãe, se eu comprar prendas para os meus amigos no dia dos meus amigos, isso significa que não vou ter dinheiro para comprar prendas para mim?

- Oh mãe, tu percebeste o que eu disse?
- Percebi Dinis…
- Então responde!!

Raça do miúdo tem razão. Ensinamos-lhe que se deve responder sempre às perguntas que nos fazem. Eu não estava a responder porque já conheço a “técnica” dele para não dormir. Põe-se na conversa e vai daí o sono vai sendo adiado para horas tardias. Eu, nestas alturas, opto pelo silêncio. Dou-lhe as respostas às perguntas no dia seguinte pela manhã. Mas hoje não resultou. Deu uma de sindicalista e só adormeceu depois de lhe responder a todas as dúvidas que tinha sobre a festa de aniversário dele (e ainda falta +/-1 mês para os seus anos). Está visto de que vai ser um mês de muita conversa na hora de dormir 

Socorro, tenho uma maminha estragada!

Não bastava ter o carro, o congelador e a máquina de lavar roupa a precisar de manutenção, não é que uma maminha também se estragou?!

Não têm tido uma vida fácil, lá isso é verdade. Mas ao que parece, uma delas, talvez aconselhada pelo sindicato da união das maminhas maternas, decidiu fazer greve e não está a produzir leite.

Tornando isto numa descrição mais visual, basicamente eu do lado esquerdo pareço a Pamela Anderson (antes de tirar os implantes), do lado direito pareço a Emma Watson