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Me Cookies and Milk

Me Cookies and Milk

Martim, o bravo

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O Dinis sempre comeu muito bem. Desde a primeira sopa, aquela só de batata e alface (ca chica) que abre a boca sem grandes fitas. Embora não seja fã de “coisas verdes” (brócolos, penca, salsa, etc) ele diz para não me preocupar porque no colégio come tudo. A educadora confirma. Cá em casa só na sopa e tudo ralado.

Já com o senhor Martim isto é um verdadeiro festival para comer. Ele é sininhos a tocar, o avô a dançar, a avó a cantar, o pai a bater palmas, e eu a tentar arranjar um espacinho na boca para lhe enfiar um bocado de sopa.

No colégio pelos vistos o festival é o mesmo. Sempre que o vou buscar pergunto sempre como se portou e a resposta é sempre “aiii mãe nem pergunte….”. Elas queixam-se das fitas que ele faz para não comer e que todos os dias ele aprimora as técnicas: ele cospe a sopa, ele puxa o prato e deita a sopa ao chão, chora, esperneia, adormece e mais umas tantas coisas extraordinárias para um bebé de 11 meses.

O Martim é conhecido no colégio pelo “bravo” (pelas birras e mau feitio para comer), mas também é conhecido pelo sorriso rasgado que tem sempre até lhe aparecerem com um prato de sopa à frente.

Talvez um dia esta aversão à sopa passe. Ou talvez não. Seja como for só quero que ele continue a ser conhecido pelo “bravo”, mas pela sua bravura, por ser um valente.

bolas 2016, foste um ano do caraças...

 

Há minutos consegui sentar-me por breves minutos à mesa, sozinha, enquanto o pai contava uma história ao Dinis e aturava umas quantas birras dele.

Na televisão passava uma retrospetiva de 2016. O melhor e o menos bom que aconteceu este ano. É incrível, mas alguns dos momentos marcantes nem soube que existiram.

Caiu-me a ficha e percebo que estamos mesmo no fim do ano. Caraças, 2016 foi incrivelmente preenchido e intenso…

Houve o melhor: o nascimento do Martim, a estabilidade familiar, a recuperação (prevê-se total) do velhote depois do enfarte, o crescimento e conquistas do Dinis, o isolamento durante a licença de maternidade que trouxe a lucidez que precisava sobre mim, as férias, a venda do apartamento, o novo projeto pessoal, os momentos em família, a saúde.

Houve os menos bons: as dúvidas e insegurança enquanto mãe, a partida do Mingos e da Branquinha e o desemprego do Ricardo.

Depois há a mudança de trabalho que trouxe muitas coisas boas, mas também momentos muito exigentes e desanimadores. Por isso ainda não sei onde colocar este momento, se nas coisas boas ou nas menos boas… para o ano já saberei qualificar.

Há ainda uma mudança de casa a registar a iminência da troca de carro, o início do processo para construção da casa e a associação que conseguiu o terreno para a construção de um lar.

E é isto, 2016 foi muito bom, pelo que não ouso sequer pedir que 2017 seja melhor. Só quero mesmo saúde para mim e para os meus e a estabilidade necessária para nunca ter de me afastar das pessoas que gosto.

O Dinis

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O Dinis é envergonhado, evita locais com muita gente, sobretudo se nesses locais estiveram pessoas que sabe que vão meter conversa com ele.

O Dinis conquista-se devagarinho. Sem pressas. Sem pressões. Não gosta que invadam a vida dele sem o seu consentimento. Não há sorrisos fáceis, nem cumprimentos por iniciativa própria. Com o Dinis não há fretes…

Todos os dias temos de conquistar o Dinis. Todos os dias pedimos beijos e abraços mas nem sempre somos correspondidos. Há dias que diz que nos adora e abraça espontaneamente. Há dias que diz que não gosta de nós e que não nos quer ver. Há dias que faz birras intermináveis e outros que se torna no menino mais doce e compreensivo que já alguma vez conhecemos…

Nem todos os dias o consigo conquistar. Não tenho a paciência para conquistar a atenção e afeto dele, e nesses dias sinto-me mal, sinto-me muito mal. Sou mãe e é suposto ter toda a paciência, mas há dias (muitos) que não a tenho e uso o meu “estatuto de mãe” para dizer ”É assim porque eu quero, e porque sou eu que mando!” Ele não gosta. Eu também não, mas ainda não me tornei na super mãe que é suposto ser e até lá uso este “estatuto” para por ordem cá por casa.

Ressaca de Natal

 

São 8h00. Os rapazes dormem ainda ressacados da euforia de Natal.

Hoje não há colégio e o pai também vai ficar em casa. Vão ficar a descobrir as prendas que o Natal trouxe e a descansar de tanto barulho, adrenalina e excitação dos últimos dias.

São 8h00 e eu vou para o trabalho. Embora preferisse ficar por casa, vou feliz. Quando prevíamos o contrário, o nosso Natal foi brindado com muitos sorrisos.

Obrigada menino Jesus

Mudança que nunca mais acaba...

Cum caraças, ele é caixotes na sala, no sótão, nos quartos, na garagem do tio que está emigrado na França, nas casas de banho e mesmo assim ainda temos meia casa por esvaziar.

Quando achamos que vamos trazer os últimos caixotes de tralhas, pumba lá nascem mais uns móveis, loiças, roupas, brinquedos, etc...

 

Tenho a sensação que andamos a fazer a mudança de todo prédio e não apenas do nosso apartamento. 

Volta música, volta!

Tenho tantas mas tantas saudades de ouvir música no local de trabalho.

Aquela música de fundo que quebra suavemente o silêncio e que nos faz sorrir e trautear discretamente as letras das músicas.

Nunca achei que gostasse assim tanto de música. Talvez não lhe desse tanto valor porque a tinha sempre presente. Agora, só há som de vozes a falar de trabalho e sons de telefones a tocar… Por isso, mal me sento no carro a primeira coisa a fazer é ligar o rádio e aumentar o som.  

As viagens são agora completamente livres de pensamentos sobre stresses no trabalho ou pessoais… Aqueles 20 minutos de viagem sozinha a conduzir são passados a cantar e a dançar (dentro do possível)…  Pareço uma tolinha, lá isso pareço… mas sabe tãooo bem!

Lá vamos nós...

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E pronto, lá vamos nós para a casa dos avós…

A casa está praticamente vazia. Amanhã vêm buscar os móveis maiores e mais pesados.

Deixamos esta casa cheia de recordações boas. Fomos muito felizes aqui e só espero que quem cá viver seja tão ou mais feliz do que nós fomos.

Vamos lá para a última (acho eu) mudança do ano…

#TiradasdoDinis

- Ó Dinis dorme!

- Mas ó mãe olha, bla bla bla…

- Ó Dinis, por favor, dorme!

- Espera mãe, vou contar-te uma coisa, bla bla bla...

- DINIS DORME!!!!

- Não consigo…

- Para dormir Dinis tens de fechar os olhos...

- Mas eu não quero fechar os olhos mãe, porque assim não posso olhar para as pessoas que gosto. Assim não te consigo ver….

Oh pah, raça do miúdo consegue deixar-me sem palavras.

Começou a época da canhota

Ele há a época da caça, da sardinha, da lampreia, das vindimas, da castanha… e há também a época da canhota. A época da canhota não tem uma data fixa para o seu início. Pode ser no outono, inverno ou até mesmo do verão…

Basicamente a época começa quando as temperaturas ficam abaixo dos 28 graus. Lá pela casa dos avós, mal o termómetro marca 27,5 graus é ver logo aquele fogão de lenha a queimar canhotas como se não houvesse amanhã.

Aquela casa fica tão quente que, quando vou buscar os meninos ao fim do dia, mal abro a porta levo uma “bofetada de calor” que fico logo com as maças do rosto mais vermelhas do que as do Manuel Vilarinho…

E os miúdos? Lá estão eles coradinhos coradinhos que nem pequenos borrachõeszinhos. Quando lhes dou um beijinho de “olá” e a minha bochecha encosta na deles tenho a sensação que queimamos os pêlos da cara com tanto calor…

É bom estar numa casa quentinha. Mas as faringites e bronquiolites e mais umas tantas coisas acabadas em “ites” também gostam e esse, é o único problema.

Mas há um aspecto positivo. Nunca tive num país tropical, mas tenho todos os dias a experiência de estar a chegar aos trópicos… só me apetece tirar a roupa e mergulhar no tanque da roupa.

Salvem as canhotas!