Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Me Cookies and Milk

Me Cookies and Milk

Ai a amamentação!

amamentar.jpg

Muito se fala sobre a amamentação nos dias que correm. Ou é por estar a amamentar, e por isso estar mais desperta para o tema, ou não me recordo de se falar tanto e com tanto extremismo sobre o assunto. A minha opinião sobre este tema ou sobre o tremoço é exatamente a mesma…cada uma sabe de si, ponto final, parágrafo!

Mas meus rapazes, para que fique registado para a prosperidade, vocês conseguiram proporcionar experiências completamente diferentes no periodo de amamentação.

  • Dinis, o comilão. Estavas religiosamente agarrado à mama de 2 em 2 horas (noite e dia). Procuraste a mama até aos 11 meses.
  • Martim, o especialista. Fazias uma pega de fazer inveja a qualquer conselheira de amamentação. Comer, arrotar, chorar, dormir era a tua rotina a cada 2 horas também (noite e dia). Procuraste a mama até aos 22 meses.
  • Afonso, o trapalhão. Quando achamos que ao terceiro filho amamentar “vai ser canja” chega meio metro de gente que embora tenha muito apetite (felizmente) não faz ideia como isto funciona. És um trapalhão Afonso! Dou-te a mama sempre que queres para não te irritares, mas mesmo assim chegas à mama e não há maneira de aprenderes. Isso significa ter as maminhas todas “estragadas” e dores horriveis (daquelas que sempre que penso em dar-te de mamar me fazem contorcer os dedos dos pés de dor e arrepios só de pensar). Mas não vamos desistir, certo? Eu vou descobrir como te ensinar que isto tão fácil ao ponto que só vais deixar de procurar a maminha aos 3 anos, combinado?

Tudo é mais fácil ao terceiro?

bebe.jpg

 

A quem me disse “não te preocupes, ao terceiro filho tudo é mais fácil” só vos posso responder, agora com conhecimento de causa, que estão errados.

Quer dizer, é verdade que o receio de pegar no bebé sem que se desmonte em peças não é tanto e que somos mais ágeis a mudar as fraldas, mas o verdadeiro desafio é o resto…

  • Aquele pavor que apanhem uma destas viroses fortes que andam por aí;
  • Saber se o teu leite é suficiente;
  • Desejar desesperadamente que façam umas boas horas de sono, mas, quando as fazem, ficamos indecisas se os devemos ou não acordar para lhes dar de comer
  • Esperar que façam cocó a cada mamada, porque isso significa menos cólicas, mas, quando adormecem a mamar, só desejamos que não façam cocó para não ter que lhes mudar a fralda, porque isso significaria despertá-los e lá se ia o soninho;
  • Receio de os deitar sem arrotar
  • Receio de socializar porque há meses que o nosso vocabulário tem apenas 3 palavras: Olá/Dorme bebé! E depois mais uns dialetos de maternidade que não servem de nada quando confratenizamos com outros adultos (gugu, dada, tutu, popo…).

Posto isto, compreendo e agradeço que me tenham dito que seria mais fácil. Fez-me viver a gravidez mais confiante e menos aterrorizada com o que iria vir, mas a verdade é que os receios e dúvidas estão cá todas e só desejo, todos os dias, que ele cresça bem, rápido e carregadinho de saúde.