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Me Cookies and Milk

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A pressão de ter um filho no percentil 95

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“O Martim já nasceu com menos 1 centímetros que o “normal”, isso já é indicativo que será, provavelmente, um bebé sempre para o mais pequenino… Mas ó mãe, nós não temos de ser todos grandes, pois não? Por isso, o Martim é um bebé perfeitamente normal e saudável, mas assim para o mais pequenino”. Foi esta a resposta do pediatra na primeira consulta do Martim quando lhe perguntei se era “normal” o Martim estar “apenas” no percentil 15.

O Dinis tinha tantas dobrinhas, andava sempre na linha do percentil 95, comia que era uma maravilha e isso deixava-nos, a nós pais, orgulhosos e descansados. Gabávamo-nos do seu percentil como se estivéssemos a criar o super homem. Enfim…

Agora temos o Martim no percentil 15 e na última consulta na altura caiu para o 3. Caraças, os pais são os mesmos, a gravidez foi +/- semelhante, engordei +/- os mesmos quilos, não era suposto o Martim ser um bebé “badochinha” como o irmão? A resposta é NÃO!

“Não há 2 pessoas iguais, nem mesmo os irmãos. Olhe para a sua casa, sois 3 irmãs e todas diferentes… bastante diferentes…” – disse-me o médico perante a minha insistência sobre a “normalidade” do percentil do Martim. E o médico tem toda razão.

Na verdade nunca me preocupei com o percentil do Martim até ser pressionada insistentemente para dar suplemento ao miúdo para que engordasse. Nunca cedi a esta pressão, mas a certa altura até eu comecei a duvidar se o seu crescimento era normal.

Hoje as conversas com outras mães são basicamente a ouvi-las gabar sobre os seus super bebés que estão, e alguns até passam, no percentil 95. Falam com orgulho e com alguma vaidade. Falam como eu falava do Dinis...

Sempre que perguntam pelo desenvolvimento do Martim respondo sempre que está um máximo, lindo e tão fofo que só apetece enche-lo de beijos… Sorriem mas preciso de trocar essa descrição do desenvolvimento por “percentis”… Quando respondo, é vê-las a ficar estupefactas como se estivesse a dizer uma anormalidade… Mas não estou. O Martim é um bebé perfeitamente normal mas, como diz o Dinis, assim um bocadinho mais para o “pisquinho”

 

 

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